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Praça Santos Andrade - Prédio Histórico da UFPR
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De 23 a 27 de junho de 2010
TEUNI - 21h00
Teatro Experimental da UFPR
Pça. Santos Andrade, 50 - 2º Andar

ENTRADA FRANCA

 

 

Diacronia

A Téssera Companhia de Dança da Universidade Federal do Paraná completa, em breve, 30 anos (1981-2011). Ao analisarmos o panorama da dança brasileira, é de surpreender, que um projeto fundamentado na dança moderna-contemporânea, tenha sobrevivido num país rico de contradições e de pouca tradição na manutenção das artes em geral. Não é nada fácil colecionar 30 anos de produção ininterrupta: obras premiadas nos principais festivais nacionais de dança, criação de uma identidade cênica, geração de um curso extensionista de dança, oferecendo à comunidade o conhecimento teórico e prático desta arte, assim como lançar bases para a formação e aprimoramento de bailarinos, projetar artistas, pesquisadores, coreógrafos e formar uma platéia crítica e consciente.
Em 2009, a temporada oficial apresentou o espetáculo Tempo contendo importantes remontagens do repertório da primeira fase do grupo, nos anos 80, onde o reconhecimento nacional se deu por meio das premiações alcançadas nos principais festivais nacionais de dança no Brasil. Para 2010, estão previstas remontagens baseadas num recorte específico da cronologia histórica da Téssera: as obras coreográficas que romperam com o fluxo da modernidade, apostando em elementos de teatro, simbolismos e signos da pós-modernidade.
Por que Diacronia? A terminologia faz referência a fenômenos considerados do ponto de vista de sua 'evolução no tempo' – estudo e amostragem daquilo que se sucede no espaço-tempo, de forma cronológica. A partir deste conceito, o espetáculo reúne coreografias consagradas do repertório, ao lado de obras inéditas, criadas especialmente para este espetáculo, ou seja, além do caráter diacrônico, também estará presente no espetáculo a sincronia - a atualização e a releitura dos elementos da dança no mundo contemporâneo.



Direção Geral: Rafael Pacheco
Coreografias: Rafael Pacheco e Cristiane Wosniak
Trilha Sonora: Cesar Sarti
Iluminação: Luis Tschannerl
Design Gráfico: Wilson M. Voitena
Fotografia: Douglas Fróis
Figurinos: Cristiane Wosniak e Rafael Pacheco
Equipe Técnica do Teatro da Reitoria: Alessandra Orciuch, Francisco Carvalho, Josnei Pereira, Jair Oliveira, Luis Tschannerl, Percival R. dos Reis, Gerson Joukoski, Roberto França.
Apoio Cultural: http://especiariassonoras.blogspot.com

 

TÉSSERA COMPANHIA DE DANÇA DA UFPR

Criada em 1981, a Companhia tem por objetivo desenvolver uma linguagem estética diferenciada que se fundamenta nos quatro princípios da contemporaneidade: o Movimento, o Espaço, o Tempo e a Forma. Além da preparação técnica e formativa, os bailarinos buscam na energia orgânica interpretativa os elementos que complementam a linguagem corporal e gestual. O trabalho coreográfico realizado na Companhia tem uma orientação concreta voltada para a pesquisa de novas possibilidades de movimento dentro de uma estética cênica simbolista.
A Téssera Companhia de Dança da UFPR, conquistou durante sua trajetória, além do reconhecimento, diversos prêmios nos mais importantes festivais de dança do Brasil. Internacionalmente, destaca-se a sua participação como grupo convidado da Bienal Internacional de Dança Contemporânea Universitária, na cidade de Lyon-França.


As concepções coreográficas da Téssera Companhia de Dança da UFPR, buscam trabalhar com a essência abstrata do movimento, imprimindo-lhe diferentes aspectos de significação e leitura: a coreografia é tratada como uma ‘obra aberta’. Partindo de diferentes idéias, roteiros ou simples imagens não-verbais, a obra em si privilegia o trabalho interdisciplinar, portanto, a estrutura sonora, o suporte cenográfico e o projeto de caracterização cênica têm importância fundamental no processo de criação. Privilegiando a pesquisa de movimentos, a experimentação e a encenação, o processo coreográfico torna o próprio bailarino sujeito e objeto da obra coreográfica: objeto enquanto veículo de uma provável mensagem, e, sujeito quando, ao envolver-se com os processos de significação, veracidade e emoção, torna-se ele mesmo, a própria mensagem.